A EMBRATEL, fundada em 16 de setembro de 1965, empresa de que o Brasil pode se orgulhar, aqui tomada como simbolo referencial, foi certamente a empresa onde mais fortemente se fez sentir a contribuição militar, ela que foi uma empresa estatal de caráter eminentemente técnico, fundada e administrada por pessoal militar Era uma empresa de rígida disciplina, onde a filosofia militar se revelou fundamental para o arrojado projeto da EMBRATEL, empresa que implantou um sistema de dimensão nacional em apenas 5 anos, de 1967 a 1972, façanha apreciada no mundo inteiro pela comunidade internacional de telecomunicações, reconhecida como excepcional. A EMBRATEL apresentava uma estrutura hierárquica tao ou mais complexa que a da instituição militar, mas evidentemente com grande maioria de funcionários civis. Havia um forte espirito de equipe, dentro de um quadro de boas condições de trabalho, remuneração compatível e benefícios complementares.

Implantado o Sistema Básico do SNT, a empresa seguia os passos do Marechal Rondon, desde a antiga capital federal até o Mato Grosso e a Amazonia, interligando ainda todas as capitais e o Brasil com o Exterior. Exceto Ibere Gilson todos seus presidentes até 1985 foram militares:

1º. Presidente: General Dirceu de Lacerda Coutinho

Empossado em 27 set 65. Integrou a FEB como 1º. Ten de Artilharia. Havia participado das gestões para a criação da EMBRATEL, e dos estudos para que o Brasil se associasse ao INTELSAT, permitindo assim transmissões de TV internacional para o Brasil. Vale ressaltar que foi o Pres. Castello Branco, por proposta do Comte. Quandt, quem aprovou uma significativa participação acionária do Brasil no Consórcio INTELSAT, através da EBT, garantindo assim assento permanente nas reuniões decisórias, através de Representante sediado em Washington, D.C.

2º. Presidente: Gen Francisco Augusto de Souza Gomes Galvão

Empossado em 07 abr 67, ano que se encerrou com um efetivo menor que 200 empregados. Integrou a FEB como 1º. Ten de Artilharia. Ao assumir em 1967, o Marechal Costa e Silva convidou o Gen. Galvão para deixar a PETROBRAS e organizar a EBT. Na época o mesmo estava cogitado para se tornar o primeiro Ministro das Comunicações. Considerações de ordem política entretanto, determinaram que o cargo fosse atribuído a um nome proveniente do Estado da Bahia, que foi o Prof. Carlos Furtado de Simas, então presidente da TEBASA. O Gen Galvao aceitou a incumbência de ser Presidente da EMBRATEL, com a condição sine qua non de formar a Diretoria com nomes da sua equipe Dentre estes, foram nomeados Diretores os Coronéis Jose Maria Couto de Oliveira (Administração), Lourival Ribeiro do Rosario Filho (Desenvolvimento) e Jorge Marsiaj Leal (Operações Nacionais e Internacionais).

Tendo assumido a EMBRATEL em 1967, 3 anos mais tarde já se inauguravam as primeiras rotas interurbanas de micro-ondas, e os primeiros sistemas DDD, com recursos provenientes do FNT, já que ainda não operando, a EBT não possuía receita operacional. Em outubro de 1972, completa-se a integração nacional, através das rotas em tropodufusao para a Amazonia, onde a carência de estradas impedia o estabelecimento de micro-ondas por visibilidade. Graças a Estação de Tanguá, estabelecida com a adesão do Brasil ao INTELSAT, em junho de 1969, a EMBRATEL oferecia o sinal de TV para as emissoras nacionais transmitirem a chegada do homem a Lua, com a nave Apolo XI. Ao final do ano, a EBT inaugurava o Tronco Sul, ativando o Sistema DDD. Em 1970, a EBT assina com a CTNE o convênio para implantação do primeiro cabo coaxial submarino telefônico – BRACAN 1, entre o Brasil e as Ilhas Canárias, com 5 mil km e 160 canais de voz, um projeto que foi gerenciado pelo Gen Helio Richard. Em 1971 o Recorder da Cable & Wirelless Ltd. levanta a rota entre Boa Viagem e a Gran Canaria, com o lançamento pelo Mercury finalizando em 1973. A esta altura, a EMBRATEL já contava com 4 mil funcionários”

Fonte: Blog do Licio Maciel

 

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